3 de jun de 2012

MODELO COGNITIVO COMPORTAMENTAL



O modelo cognitivo-comportamental é:

· Destinado ao tratamento de crianças, adolescentes e adultos;
· Orientado para a acção;
· Prático e racional;
· Ajuda o paciente a ganhar independência para lidar com eficácia os problemas do dia-a-dia.

Este modelo vai permitir administrar melhor os sintomas básicos da perturbação e atenuar o impacto que estes têm na sua vida.
Proporciona oportunidades para a criança:
· Educar-se,
· Colher dados sobre os seus pensamentos, sentimentos e comportamentos;
· Testar os seus pensamentos e as suas crenças;
· Praticar as técnicas cognitivas e comportamentais e experimentar comportamentos novos.

O tratamento baseado neste modelo deve incluir:
· Técnicas verbais e comportamentais que mudem os pensamentos do paciente, promovam mudanças de comportamentos e melhorem a sua função;
· Procedimentos de intervenção verbal para a mudança cognitiva e manipulações contextuais ou actividades para encorajar a mudança comportamental.

No modelo cognitivo-comportamental, o resultado final que se pretende é a auto-regulação através da melhoria da função cognitiva.

Estratégias baseadas no Modelo Cognitivo-comportamental

· Use o reforço, por exemplo, dê o brinquedo preferido à criança, sempre que desempenhar o comportamento desejado;
· Dê instruções simples e directivas, pausadamente;
· Modele/transforme gradualmente o comportamento da criança oferecendo modelos de comportamento, por exemplo criança da mesma idade e do mesmo sexo;
· Gradue uma tarefa, introduzindo de cada vez novos passos da tarefa de modo a torná-la mais complexa, mas tendo em atenção sempre o que a criança é capaz de fazer;
· Introduza novas variantes nas actividades sempre dando suporte, sendo que este deve ser progressivamente retirado;
· Faça pequenas interrupções nas rotinas, por exemplo:

- Esconda um objecto da rotina para que a criança tenha a oportunidade de prestar atenção, fazer um pedido e indicar o seu desejo:
- Providencie um conjunto incompleto de materiais utilizados numa rotina que esteja a ser reforçada, permitindo a oportunidade da criança pedir o resto do material;
- Cometa erros propositados para permitir que a criança o corrigia.
- Faça uma lenta e gradual imersão em ambientes que a criança considere agressivos, por exemplo, se ela tem aversão a locais com muitas pessoas comece por levá-la a sítios mais restritos;

Referências bibliográficas:

Cruz, P. (2007). Sebenta de Teoria da Terapia ocupacional I.

Santos, A. (2008). Apontamento policopiados: Hiperactividade. Aula do dia 5 de Dezembro de 2008.

Miller-Kuhaneck, H., MS, OTR/L, BCP. (2001). Autism: A Comprehensive Occupacional Therapy Approach. 2ª Edição, AOTA Press.

Joyce-Moniz, L. (2005). A modificação do comportamento: Teoria e Prática da Psicoterapia e Psicopedagogia Comportamental. 1ª Edição, Livros Horizonte.
Fonte: Mariluce Caetano
 

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